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Novo fundo investe em projetos de energia alternativa
- 07/07/2004



A Multi Bank DTVM, subsidiária brasileira do Banque Safdié SA, a Boa Esperança Management, a DZ Negócios com Energia e a Ecoinvest estão lançando um Fundo de Investimento em Participações (FIP) em projetos de geração de energia por fontes alternativas tais como biomassa, pequenas centrais hidrelétricas (PCH’s) e energia eólica. O fundo vai contar com a assessoria técnica da Promon Engenharia. O regulamento do fundo, que vai se chamar EcoEnergia Fundo de Investimentos, será entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esta semana. O EcoEnergia destina-se a investidores institucionais e a investidores pessoa física qualificados interessados no setor de energia.

Até o final do ano o fundo espera captar R$ 120 milhões. Considerando a capacidade de endividamento típica dos projetos do setor, esses recursos irão viabilizar negócios da ordem de R$ 300 milhões que por sua vez correspondem, segundo cálculos dos gestores, a uma capacidade de geração de 100 a 150 megawatts de energia. O período para investimentos em projetos será de cinco anos, a partir de quando começa o processo de desinvestimento cujo prazo previsto é de outros cinco anos. Nesse momento deverá ocorrer a venda dos projetos ou até mesmo de todo o portfolio a investidores estratégicos ou institucionais interessados em empreendimentos com um perfil de risco associado ao regime de operação.

O EcoEnergia pretende participar como investidor em projetos voltados à geração de energia por meio de fontes alternativas que atendam aos critérios de viabilidade técnica e econômica e de governança estabelecidos pelos gestores. Como exemplo, já se encontram em fase de análise alguns projetos qualificados no escopo do PROINFA e portanto habilitados a vender sua energia para a Eletrobrás através de contratos de longo prazo com preços pré-definidos. “Certamente os projetos do Proinfa têm alguns diferenciais, tais como a receita garantida e a qualidade dos contratos, mas essa é somente uma das variáveis no cálculo da atratividade de um projeto”, diz David Zylbersztajn da DZ, “Há vários bons projetos que não estão no contexto do Proinfa e nos quais o Fundo também poderá investir”.

Além de contar com a receita advinda da rentabilidade dos projetos com a venda de energia, o fundo visa ainda à comercialização dos créditos de carbono associados a esses projetos, e que poderão ser vendidos no contexto tanto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto, quanto do Esquema de Comercialização Europeu (ETS).

Proinfa
O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas é um programa do Ministério das Minas e Energia regulamentado pela lei 10.438/2002 com o objetivo de aumentar a participação da energia elétrica produzida por empreendimentos de Produtores Independentes Autônomos, concebidos com base em fontes eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa.

Em 23/06/2004 a Eletrobrás recebeu as qualificações de 115 projetos selecionados. Esses projetos assinarão contratos de vinte anos de venda de energia (PPA’s) com a Eletrobrás. Os projetos poderão ter até 70% de financiamento vindos do BNDES.

O Proinfa deverá responder por 27% do acréscimo de demanda energética nos próximos três anos

FIPs
Os Fundos de Investimento em Participações (FIP) foram regulamentados pela Instrução 391 da CVM, de 16 de julho de 2003. São condomínios fechados cujos recursos destinam-se a compra de ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias abertas ou fechadas.

Os FIP devem participar do processo decisório das companhias onde investe, definindo políticas estratégicas e atuando na gestão. Somente investidores qualificados podem investir nos FIPs. O valor mínimo da subscrição é de cem mil reais. É um fundo fechado, sem direito a resgate de cotas antes do prazo de encerramento – portanto seu regulamento deve definir prazos para subscrição, prazo de duração e formas de desinvestimento.

Administração e Gestão
A Multi Commercial Bank Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda (Multi Bank DTVM) é uma subsidiária brasileira do Banque Safdié S.A., banco suíço fundado em 1965, controlado pela família Safdié, ex-controladora do Banco Cidade, e especializado em gestão de fortunas e administração de recursos.

A Multi Bank DTVM é uma instituição financeira, fundada em 2002, dirigida por profissionais com larga experiência no mercado financeiro brasileiro, dedicada essencialmente à atividade de gestão de recursos de terceiros.

A BEM - Boa Esperança Management é uma gestora independente de Fundos de Investimento, especialista na estruturação e operação de fundos com formatos diferenciados e orientados para a área de recebíveis e investimento em novos negócios.

A BEM se posiciona na vanguarda da indústria de Gestão de Fundos, utilizando o conhecimento e experiência de seus profissionais na criação e gestão de operações inovadoras, em projetos sustentáveis, que proporcionem uma melhora na qualidade de vida da sociedade, e que sigam os conceitos de Governança Corporativa e Ética.

A BEM constantemente busca oportunidades em setores recém ou pré-regulamentados, como fontes alternativas de energia, telecomunicação, água e saneamento, e logística.

A BEM conta com a parceria, como administradora de seus fundos, da Multi Bank DTVM.

Assessores Técnicos
Criada no início de 2002 por David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e ex-secretário de energia do Estado de São Paulo, a DZ Negócios com Energia é uma empresa de especializada em desenvolvimento e gestão de negócios no setor de energia. O objetivo da DZ é prover a assessoria especializada a investidores interessados na indústria brasileira de petróleo, gás natural e eletricidade.

Em pouco mais de dois anos de existência a DZ já assessorou grandes empresas nacionais e estrangeiras na análise financeira e estratégica de empreendimentos no setor de energia. Para esses projetos a empresa conta com uma equipe própria de profissionais e uma extensa rede de colaboradores em universidades, centros de pesquisa e empresas de consultoria especializada.
www.dz-ne.com.br

Promon
Fundada em 1960, a Promon atua prioritariamente no projeto, integração e implantação de soluções de infraestrutura para setores-chave da economia, com destaque para energia, óleo & gás, indústrias de processo, mineração, metalurgia, obras civis, telecomunicações e tecnologia da informação. Em energia elétrica, onde já realizou serviços que abrangem desde estudos de viabilidade e projeto conceitual até a implantação de empreendimentos sob regime de responsabilidade global, a Promon tem sua marca presente em inúmeros projetos no Brasil e no exterior, incluindo usinas hidrelétricas, termelétricas, nucleares e sistemas de transmissão.

A empresa tem também rico histórico de desenvolvimento de empreendimentos próprios, nas áreas imobiliária, de telecomunicações e de energia. Nessa área, é a principal acionista da UTE Bahia, usina termelétrica enquadrada no Plano Emergencial do Governo que a Promon implantou no prazo recorde de quatro meses.

Empresa pertencente exclusivamente a seus profissionais, a Promon baseia sua atuação no domínio das técnicas de engenharia e gerenciamento, em uma equipe profissional altamente qualificada e na utilização de ferramentas tecnológicas de ponta.
www.promon.com.br

Ecoinvest
A Ecoinvest é uma empresa de assessoria com foco em desenvolvimento sustentável que oferece um amplo espectro de serviços financeiros a investidores com consciência social e ambiental.

A Ecoinvest é uma das empresas pioneiras na prospecção e negociação de projetos de geração de energia renovável no Brasil com potencial de participação no emergente mercado de carbono. Desde o início de 2000, a Ecoinvest está envolvida na identificação e formatação financeira de aproximadamente 600 MW em projetos de geração de eletricidade, o equivalente a mais de R$ 800 milhões em investimentos em energia eólica, pequenas centrais hidroelétricas e termoelétricas a biomassa.

A Ecoinvest participou como assessor financeiro da Usina Piratini no que pode ser considerado o primeiro negócio envolvendo créditos de carbono e energia renovável no país. A Usina Piratini é uma produtora independente de energia de 10 MW que gera eletricidade com a queima de resíduos de empresas de processamento de madeira situadas na região da cidade de Piratini, no estado do Rio Grande do Sul. A transação foi anunciada em abril de 2002, pelo ministro do meio ambiente do Canadá, em nome do governo canadense, comprador dos créditos de carbono.

No setor sucroalcoleiro, a Ecoinvest está assessorando a Usina Catanduva, no interior de São Paulo, na negociação de contrato de US$ 1 milhão junto ao governo da Holanda. O projeto de 20 MW utiliza a queima do bagaço de cana para geração de eletricidade e foi selecionado em março de 2003 num leilão internacional de créditos de carbono promovido pelo governo holandês.

Em outubro de 2002, a Ecoinvest negociou a aquisição dos ativos da SeaWest do Brasil, empresa de origem americana especializada em energia eólica, com projetos no Rio de Janeiro e Piauí.
www.ecoinv.com










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